
Julieta
Adeus, adeus

Vais tarde azedume que me fez sufocar
Tanto tempo demorei pra perceber
Que as promessas eram boas demais pra falhar
Mas se me disseres ao cair
"Ainda há tempo pra te segurar"
Me atiro rumo ao céu
E nos teus versos, vou acreditar
Nem que seja pra partir em mil pedaços
Que sejam mil nos teus braços
E assim poderei descansar.
Antes do tempo

Que você um dia quis ganhar
Não saber perder, não saber fugir
Apenas discutir agora, diga o que você não quer falar
Diga um bom motivo pra sobreviver
Ao invés de criticar, apenas criticar
Caminhos que te levam a falência
Sua mãe já dizia: 'Com quem tu andas menino?'
Agora sinta o teu castigo
O mundo parou, o fim da linha chegou
Agora durma em paz e aprenda.
Expectativas

Muitas vezes paro pra pensar, e penso em tanta coisa boa, tantos planos futuros, esperanças e desejos, que quase não cabem numa pauta de caderno. Ai paro outra vez e relembro, das coisas que passei, das promessas que fui colocado e que nunca aconteceram. Lembro de tanta coisa frustante, fracassos, derrotas e angústia entre as quatro paredes do meu quarto, que pouco me vale um segundo a mais de lembranças. E mesmo depois de tudo isso, me pego criando expectativas, sonhando acordado, criando situações sobre o que vai se suceder ou não, coisas que não tenho o mínimo controle, e que apenas participo por estar vivo.
Mais uma vez, volto a pensar, e lembro que sou humano, e que a expectativa é um mal necessário, para que dentre os meus pés no chão, existam asas que me façam voar, e me tragam força pra levantar numa linda manhã de sol e viver sem medo de ser feliz, sem medo do amanhã. Talvez imaginar o amanhã me faça viver de forma mais intensa, o agora.
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