Egolíbrio

Talvez eu me apegasse fácil demais às pessoas. Talvez eu fosse mais sentimental e menos racional. Sempre acreditei que aquelas paixões de infância, aqueles primeiros beijos e tudo mais, fossem durar para sempre. Externamente, não demonstrava nada, apenas resguardava o que poderia se tornar mágoa, ressentimento, dor, pena. Já enderecei amor pra quem sequer merecia um pingo de atenção, tanto que até as memórias boas, fiz questão de esquecer. Pessoas que te sugam, riem pelas suas costas, mentem, te seguem e te traem, e depois querem voltar à cena, voltar pra você.

A partir dos erros alheios, comecei a dar razão primeiro a mim, depois aos meus afetos. Eu em primeiro lugar, sempre em primeiro lugar. No começo foi bom, foi ótimo, sensacional. Mas a vida não é assim. Precisamos de alguém pra viver e conviver. Aos poucos, fui recuperando e dando nova roupagem ao que sentia quando era criança. Voltei a acreditar que existem verdadeiras paixões, e até um amor pra toda a vida. Depois de voltar a sentir tudo isso, me pergunto: Quem quer mais que isso?

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