O caos e a borboleta

Mentes insanas, dinâmicas, complexas. Curvas lógicas e retroativas percorrem por suas vias adaptadas a um sistema quase sempre estável, esperando por algum deslize para desviar a rota e entrar em puro caos. Assim, em mínimas decisões, é alterado o fluxo contínuo de resposta, gerando uma transformação inesperada e um futuro incerto.

Dependemos dessas vias para tornar a vida mais fácil, mais automática e dependente do bater incessante das asas, na mesma intensidade e frequência, criando padrões imutáveis para simples fatos. Até a situação limítrofe, agiremos de acordo com a inércia que incorpora em nós todas as manhãs. E se as asas baterem mais rápido, perderem sua simetria e aumentarem a intensidade? Aí sim, faz-se o caos.

Mudam-se os rumos e exigências, o padrão desregula, e de repente, sua decisão pode custar uma vida, talvez a sua. É melhor não ter medo do caos, e sim de viver em padrões certos e repetitivos. O caos é necessário, pois você é o que falha, não o que acerta.

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