Pragma


E quem não pensa no fim?
Nas idas e vindas de um amor de rugas?
Avenidas cheias de cicatrizes
Pedaços de papel nas ruas

E quem nunca viu uma flor
E pensou nos instantes de desejo
Daquele antigo e intenso amor
Daqueles segundos infinitos de beijo?

E quem nunca quis dar à paz
Uma chance de ser pertubado
Por notícias com cheiro de mar
E um luar frio, cheio de pecado?

Ah coração, que louco você foi
De se apaixonar pela primeira mania
Por essa atração indulgente em dependência
Que tanto te traz agonia.

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